jun 16, 2017

Posted by in Noticias | 0 Comments

Condé avalia trabalho: “Derrota para o Brasil de Pelotas foi o divisor de águas”

Condé avalia trabalho: “Derrota para o Brasil de Pelotas foi o divisor de águas”

Léo condé efala após deixar CRBTécnico também fala sobre conquista do tricampeonato alagoano, elenco regatiano, cultura do futebol brasileiro, insucessos no comando do Galo, dentre outros assuntos

Em menos de duas semanas, o técnico Léo Condé viu o trabalho no CRB sair do contentamento da maior parte da torcida para a frustração. A conquista do tricampeonato estadual, a invencibilidade de 15 jogos, o início de Série B empolgante, deram lugar a quatro derrotas seguidas, aos questionamentos e, consequentemente, a entrega do cargo no Galo.

O treinador falou nesta quinta-feira com o GloboEsporte.com e fez uma análise do trabalho desenvolvido durante pouco mais de seis meses. Para ele, um fator chave foi decisivo para a queda de rendimento e abatimento do grupo regatiano.

– É sempre muito complexo de fazer uma avaliação de seis meses de trabalho. Futebol é muito analisado em cima de resultados, principalmente o brasileiro. Mas eu acredito que conseguimos desenvolver com os jogadores bastante coisa, claro que tínhamos muita coisa ainda a desenvolver ao longo da temporada. Eu analiso que o jogo chave foi o do Brasil de Pelotas, foi o divisor de águas. Nós estávamos perto de fazer o gol e toma um gol aos 41 minutos. Ali, o grupo sentiu bastante – apontou.

Fomos para Criciúma já pressionados, talvez um empate lá amenizasse a cobrança, mas voltamos com uma derrota. Mas aquele jogo contra o Brasil, em casa, ficou marcado, até porque vencemos o Ceará e o Santa Cruz fazendo bons jogos, com boas apresentações.

Crítico, Léo Condé reconheceu que houve alguns insucessos durante o trabalho. Porém, destacou que também existiu pontos positivos.

– Em termos de resultados, tivemos alguns insucessos; a exemplo das eliminações na Copa do Brasil e Copa do Nordeste. Mas por outro lado, houve a conquista do tricampeonato estadual, que era uma meta do clube para o primeiro semestre, algo que não acontecia desde 1978. Na Série B, o time ficou três rodadas liderando a competição e depois teve esses quatro jogos que deixou todo mundo atordoado, jogadores e comissão foram pegos de surpresa com aquela sequência de derrotas. Mas em modo geral, acho que conseguimos desenvolver um bom trabalho. Saio satisfeito, claro que queriamos mais, mas uma base já está montada e acredito que o profissional que chegar vai conseguir desempenhar um bom trabalho – disse.

O técnico reconheceu que a cultura do futebol, principalmente o brasileiro, é feita em sua maior parte em cima de resultados. Ele apontou o que é necessário fazer para mudar esse hábito.

– Infelizmente, é cultural, nós falamos muito que é só no Brasil, mas lá fora tem exceções. Aqui no Brasil tem um turbilhão de coisas. De repente, em 11 dias, um trabalho que era bom já não serve mais – lamentou.

Lembro muito bem o Marcelo Oliveira, técnico bicampeão brasileiro com o Cruzeiro e, por não chegar a final do mineiro, naquele ano em que nós chegamos com a Caldense, foi mandado embora. Enquanto não houver conscientização de que futebol não é apenas resultado, mas sim um planejamento além disso [resultados], infelizmente será assim.

Ele também fez uma avaliação do elenco que comandou desde o dia 2 de janeiro, quando iniciou a pré-temporada regatiana, e afirmou que confia na reabilitação da equipe.

– Eu acho o elenco do CRB bom para fazer uma Série B, principalmente depois da chegada do Ytalo e do Zé Carlos. Tinhamos um desequilíbrio que já vinha sendo conversado com a diretoria em termos de trazer mais algumas peças, como mais um zagueiro, um ou dois volantes. Tem jogadores que se dão muito bem em alguns clubes e em outros não. Tem jogadores que chegam sem muita visibilidade e de repente surpreende. Mas eu tenho total convicção de que o CRB tem um grupo muito maduro e tenho certeza que eles [jogadores] vão conseguir reverter. O momento é de ter tranquilidade, não adianta ter desespero – comentou.

O mineiro de 39 anos está pronto retornar à terra natal, estar junto da família. Mas Léo Condé garante que vai levar na bagagem muita saudade de Alagoas, principalmente do povo alagoano e das belezas naturais.

– Alagoas foi um dos lugares que mais me adaptei, gostei da cidade, fui muito bem acolhido, a cidade tem uma beleza natural incrível, então só vou levar coisas boas, boas lembranças. Gostaria de ter continuado, mas faz parte [ter que sair]. Quero aproveitar a oportunidade e agradecer ao pessoal em geral; a imprensa que cobria o dia a dia lá do clube. [Quero] agradecer ao clube também que nos deu a oportunidade de realizar o trabalho, ao torcedor, entendemos que ele é racional, mas em linha geral fui muito bem recebido. Agora é hora de retornar para Minas [Gerais] ficar com a família e aguardar o que vai acontecer – concluiu.

468 ad

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *