jun 14, 2017

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Na volta ao CRB, Zé Carlos abre o jogo: extracampo, cobrança, disputa com Neto

Na volta ao CRB, Zé Carlos abre o jogo: extracampo, cobrança, disputa com Neto

zé carlos crbArtilheiro do Galo nas duas últimas edições da Série B do Brasileiro, atacante não tira o pé da dividida e admite: “Aprendi bastante com os erros”

le está de volta e, mais uma vez, de bem com a vida. Ídolo do CRB, Zé Carlos se sente em casa no Ninho do Galo. Tem forte ligação com a torcida e sabe o peso de vestir a camisa do clube de coração. Com personalidade forte, não costuma fugir das divididas e também não deixa pergunta sem resposta.

José Carlos Ferreira Filho, o Zé dos Gols, conversou com o GloboEsporte.com. Num bate papo aberto, ele falou sobre o retorno ao CRB, a campanha do time no ano passado, o que faltou para o acesso, o extracampo, a cobrança do torcedor, a disputa com Neto Baiano pela camisa 9, enfim… Confira abaixo como foi a conversa com o artilheiro.

Como você está retornando ao CRB?

Estou chegando muito feliz, encontro um grupo montado, diferentemente do ano passado, o objetivo do clube neste ano é subir para a Série A, não que no ano passado o pensamento não era esse, mas algumas coisas atrapalharam, e nesse ano a gente volta com o pensamento de subir.

O que atrapalhou o acesso na temporada passada?

No segundo turno faltou um pouco mais de concentração, um pouco mais [vontade] de querer vencer; mas esse ano está sendo diferente, a gente vê o apoio da diretoria para querer subir, todos os jogadores estão com esse pensamento e eu volto com esse intuito de subir e poder ajudar o CRB.

O extracampo, de alguma forma, prejudicou o seu desempenho?

Com as minhas coisas fora de campo eu aprendi bastante, graças a Deus. Esses cinco meses fora do CRB, fora de Maceió, eu aprendi bastante, principalmente no extracampo. Eu espero que esse ano eu faça diferente, mude a cabeça de alguns torcedores, a gente sabe que fica um pé na frente e outro atrás de alguns torcedores, mas eu estou muito concentrado sobre isso e principalmente para aquilo que eu posso fazer dentro de campo.

Alguns torcedores não aprovaram a sua contratação, levando em consideração ainda o fator extracampo. O que você pode dizer para eles?

Isso é normal, o torcedor tem todo direito de cobrar, fica a imagem do clube, a imagem do atleta, e a gente fica chateado pelas coisas que a gente acompanha. Mas eu estou muito consciente, o meu pensamento é só jogar futebol e jogar em alto nível.

Você acha que tem uma dívida com a torcida regatiana?

Fora de campo, com certeza. Agora dentro de campo eu acho que fiz o meu trabalho e tentei ajudar de todas as formas. Mas algumas coisas fora de campo me atrapalharam, com certeza essa foi uma das coisas que me fizeram voltar para dar a volta por cima, e eu estou muito concentrado para fazer um grande ano junto aos meus companheiros.

Zé Carlos, você teve sondagens e até propostas de outros clubes. Por que escolheu o retorno ao CRB?

As sondagens são fruto de um trabalho. Acho que pelo que eu fiz no Fortaleza, seis gols em 10 jogos, pra mim uma média muito boa; e a escolha de voltar aqui para o CRB é para dar a volta por cima de tudo o que ocorreu comigo no ano passado, principalmente no lado pessoal, e mostrar para as pessoas que quando erra a gente tem que aprender.

Com a experiência que tem, como você avalia a Série B?

É uma competição traiçoeira. Na Série B, a gente não pode se empolgar com o primeiro turno, porque no segundo [turno] as outras equipes começam a se reforçar e conhecer melhor os adversários que estão no G4. Foi isso que aconteceu no ano passado. Então, a gente não pode se empolgar com começo, com virada de primeiro para segundo turno. O segundo turno é outro campeonato, todo mundo contrata e os jogos ficam mais difíceis.

Como avalia esse início de Segundona que o CRB está fazendo?

Nos últimos três anos, o CRB sempre começou bem. Acho que no ano passado começou muito bem, ao final do primeiro turno virou no G-4, mas a gente sabe que não é só o primeiro turno. Na Série B, a gente tem que ter concentração o tempo todo. Uma das coisas que nos atrapalhou no ano passado foi que a gente virou no G-4 e se acomodou, coisa que nesse ano não pode ocorrer.

Diferentemente das outras passagens, você chega agora com um concorrente em alta, de bem com a torcida. Como você vê esse momento do Neto Baiano e de que forma pretende brigar pela camisa 9?

 Isso é normal. Série B vai ter muitos jogos, ninguém tem cadeira cativa em clube nenhum, ninguém quando assina o contrato é titular. Acho que eu como o Neto vamos poder entrar em campo e ajudar ao CRB, assim como todos os outros companheiros.

Como foi o seu primeiro contato com o técnico Léo Condé?

Eu conversei pouco tempo com ele, até porque nessa semana o contato é maior com aqueles atletas que vão jogar, que estão treinando há mais tempo. Mas apesar de o contato ter sido rápido, foi muito importante a confiança do treinador. Eu espero poder fazer o meu melhor, ajudar ao CRB, o que é muito importante.

Qual o recado você manda para a torcida regatiana?

Que o torcedor comece a confiar, que neste ano será diferente do ano passado. A gente espera que a torcida apoie cada vez mais, que a gente vai conseguir o objetivo de chegar à Série A.

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