maio 15, 2017

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Obediência tática do CRB freia avanço do CSA na decisão

Obediência tática do CRB freia avanço do CSA na decisão

crb campeão alagoanoGalo atua de forma inteligente, neutraliza o ataque rival e conquista o tricampeonato alagoano. Azulão adianta a equipe e se arrisca na final

CSA e CRB fizeram uma grande final de Campeonato Alagoano. Jogo emocionante no primeiro tempo, com cinco gols marcados. Na segunda etapa, teve bola na trave, posse de bola dos azulinos, mas também teve muita marcação dos regatianos. A obediência tática do Galo prevaleceu.

Precisando vencer, o técnico Oliveira Canindé liberou os laterais, fez a dobra pelo lado esquerdo, com Rafinha e Marcos Antônio, e formou a linha de frente com Vanger pela direita, Thiago Potiguar centralizado e Didira, mais à frente que o normal, encostando pelo lado esquerdo. Dawhan, na frente da zaga, e Daniel Costa, como o homem responsável direto pela armação, completavam o meio-campo azulino.

Como era de se esperar, o CRB começou a partida com o meio-campo bem compactado, com Danilo Pires um pouco recuado, fazendo uma trinca com Adriano e Yuri na proteção da zaga; Chico era o homem da criação, com liberdade para avançar pela esquerda. Pressionado pelo lado esquerdo azulino, o lateral-direito Edson Ratinho pouco se lançou ao campo de ataque. Maílson começou pela direita, e Neto Baiano jogou centralizado.

O CSA tentava fazer as inversões de jogadas pelos dois lados do campo. Enquanto isso, o Galo cadenciava a partida, estudava os planos do adversário. Eis que começaram as surgir as falhas das defesas: Adalberto abriu o placar para o CRB, em cobrança de escanteio; Celsinho empatou e Maílson desempatou (os três gols foram de cabeça). Neto Baiano aumentou a vantagem do CRB, e Daniel Costa, cobrando falta, diminuiu: 3 a 2.

Logo após o gol de empate do CSA, o técnico Léo Condé inverteu o posicionamento de Chico e Maílson. Assim, o primeiro ficou com mais liberdade pela direita e o segundo mais aberto pelo lado esquerdo.

Na segunda etapa, Maxwell entrou no lugar de Neto Baiano, e Maílson passou a jogar mais centralizado. Precisando de mais dois gols para desempatar o placar e levar a decisão para a prorrogação, o técnico Oliveira Canindé mexeu no CSA, trocando Vanger por Jeam. Encontrando o Galo todo recuado, o treinador azulino mandou Thiago Potiguar atuar pela direita, Jeam pelo centro e trouxe Didira um pouco mais atrás para melhorar o passe e tentar furar o bloqueio regatiano.

Como não conseguia chegar pelo meio, o CSA insistia nas bolas alçadas na área, mas a zaga do CRB sempre ganhava pelo alto. A baixa estatura dos homens de frente azulinos eram um obstáculo a mais. Nos minutos finais, Canindé decidiu colocar o zagueiro Leandro Souza no ataque para brigar pelas bolas aéreas. Não deu resultado. O Galo explorava os contra-ataques, teve chances para ampliar, com Maiílson e Maxwell, mas o placar ficou mesmo em 3 a 2.

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